segunda-feira, 14 de maio de 2012

Pleno





O que dá valor a uma xícara de barro é o espaço vazio que há entre suas paredes.

Lao Tsé




sábado, 12 de maio de 2012

Ao Mestre, com carinho.



Olha aí, monsieur Binot
Aprendi tudo o que você me ensinou
Respirar bem fundo e devagar
Que a energia está no ar
Olha aí, meu professor,
Também no ar é que a gente encontra o som
E num som se pode viajar
E aproveitar tudo o que é bom
Bom é não fumar
Beber só pelo paladar
Comer de tudo que for bem natural
E só fazer muito amor
Que amor não faz mal
Então, olha aí, monsieur Binot
Melhor ainda é o barato interior
O que dá maior satisfação
É a cabeça da gente, a plenitude da mente
A claridade da razão
E o resto nunca se espera
O resto é próxima esfera
O resto é outra encarnação!!!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Relíquias de casa velha

Homologado tombamento de centro histórico de Belém


O Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira (10) a portaria do Ministério da Cultura que homologa o tombamento do conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico dos bairros da Cidade Velha e Campina, no centro histórico de Belém (PA). A área tombada forma o núcleo de povoamento inicial da cidade paraense.




Tombamento do bairro Cidade Velha em Belém foi publicado no Diário Oficial/ foto: Diário do Pará
 
A ocupação da região remonta à conquista da foz do Rio Amazonas, no início do Século XVII. No apogeu do ciclo da borracha, entre 1890 e 1920, Belém foi uma das cidades mais prósperas do mundo.


A área protegida alcança três mil edificações nos bairros de Cidade Velha e Campina. O processo de tombamento foi elaborado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura.



 
De acordo com parecer do Departamento de Patrimônio Material do Iphan, os dois bairros, protegidos por elementos naturais como baía, igarapé e alagadiços, constituem, ainda hoje, um dos maiores e mais íntegros conjuntos urbanos do país, segundo informa o site da instituição.


 
Para o tombamento, levou-se em conta, ainda, que o conjunto formado pela trama da cidade consolidada entre os séculos XVII e XVIII – com igrejas e suas torres, largos e praças, coretos, mercados e feiras - em interação com a Baía de Guajará, é suficientemente expressivo para retratar a história urbana de Belém.




Belém, centro histórico /  foto Andreas Martin/skyscrapercity.


O centro histórico é um cenário que remonta ao ano de 1616, quando os portugueses expulsaram, em definitivo, os franceses do território brasileiro e a cidade de Belém tornou-se o elemento de ligação entre o Rio Amazonas e o mar, possibilitando a posse de toda a Amazônia.





Graças à posição estratégica, a capital paraense foi transformada, à época, no maior entreposto comercial das riquezas produzidas na região.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Salém - parte 1

A vila de Salém era um lugar triste e sombrio no fim do inverno de 1692. Entre as imensas florestas e o mar vasto e calmo, parecia que o mundo estava se fechando para os colonos puritanos que habitavam a área. Duas tribos de nativos norte-americanos lutavam entre si em um lugar próximo. A varíola  tinha começado a afetar a população de cerca de 500 pessoas. "Em 1692, era fácil acreditar que o diabo estava muito perto de Salém", escreve o historiador Dougla Linder. "Mortes repentinas e violentas ocupavam as mentes das pessoas".


A estrutura social também estava sob pressão. Três novas gerações haviam nascido na vila desde a chegada dos colonos originais, cada uma delas aparentemente mais afastada da devoção séria e religiosa ao código bíblico que havia guiado os puritanos da Europa para a imensidão norte-americana. O plano original dos puritanos de criar um novo Jardim do Éden parecia estar dando errado.
Em fevereiro de 1692, o diabo, que na imaginação dos puritanos se escondia em cada sombra de Salém, finalmente apareceu. Os aldeões lutaram de maneira violenta e desenfreada contra ele.
Nove meses mais tarde, 37 pessoas estariam mortas por causa dos julgamentos de bruxaria. Elas seriam mortas pelos próprios aldeões, pessoas com as quais haviam crescido, trabalhado e que as conheciam pessoalmente.



Os colonos no Novo Mundo haviam sido examinados em busca de sinais de bruxaria e isso não era necessariamente raro. Mas nunca um grupo havia se comprometido dessa maneira com o que parecia ser uma loucura.
Isso não significa que os aldeões de Salém estavam clinicamente loucos no inverno de 1692. É impossível fazer essa afirmação, mas historiadores procuram respostas para esse acontecimento desde que ele ocorreu. Em 1976, uma historiadora sugeriu que talvez um alucinógeno natural tenha sido a causa de um dos momentos mais tenebrosos da história norte-americana.

Alecrim & Carequinha

Quem teve a felicidade de ser menino em Belém no primeiro lustro dos anos 70, deve lembrar de dois palhaços que animavam as tardes da criançada com um programa de auditório Clube do Garoto - todo ele de crianças - exibido na TV Marajoara, que também retransmitia os programas da TV Tupi.

Alecrim era o protagonista da dupla e do programa, enquanto à Carequinha cabia desempenhar o papel de "escada" a ele. Recordo bem das suas enquetes com a meninada que era chamada a participar de alguma atividade: "É do Remo ou do Paysandú?"..."É do Clube do Remo!!!" ou "É do Paysandú!!!" e em seguida dizia, com voz anasalada e em falsete: "Ó secretária, traz aqui UM QUILO (!) de bombom aqui pro menino...". Devo dizer que, passados todos esses anos, desconfio seriamente da pesagem dos tais sacos de bombons...rss.



Nessa época (72/74) eu morava na Vila Sussú, que com as vilas Oliveira e Gualo, paralelas, formavam um trio harmonioso bem defronte da Faculdade de Enfermagem e do "Grupo" escolar Paulo Maranhão, onde eu estudava; sem esquecer do Cemitério de Santa Isabel onde cometi alguns pecadilhos, indulgenciados pela primeira comunhão.


Por uma feliz coincidência tive vários encontros com o saudoso Alecrim na vila em que eu morava, por ele ser pai do Ivo Amaral, (se a memória não me trai), que morava a duas casas da minha, e que era, e ainda é, respeitado cronista esportivo. Nos aniversários de seu neto, Alecrim e Carequinha abrilhantavam as festas na vila, sempre muito concorridas pelos residentes na área.


Esta postagem fica como justo tributo à essa dupla que povoou o imaginário de tantos hoje homens e mulheres feitos e já avós.








 Fotos: http://palhacoalecrim.blogspot.com.br/2011_01_01_archive.html

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Gentileza, um profeta das ruas

Quem era o Profeta Gentileza? Um mendigo louco que vivia pelas ruas e dormia debaixo dos viadutos da Avenida Brasil, no Rio de Janeiro?  As mensagens eram místicas e iradas, moralistas, não raras vezes revelando um possesso, fazendo previsões apocalípticas, invocando deuses e demônios, mas de alma generosa. 

Via-o deambulando pela zona portuária da cidade, com um ar de auto-suficiência, no  início os anos 80 do século passado. Morreu em 1996 e sua obra, por pressão popular, foi preservada. Na exposição Obranome2 (que foi montada por Wagner Barja durante a I Bienal Internacional de Poesia de Brasília em 2008, depois levada para o Parque Lage, no Rio de Janeiro,em 2009, incluiu imagens das obras do Profeta Gentileza (apenas na versão carioca da mostra).

Localização das 103 pilastras do Profeta Urbano

As letras das mensagens são do “Profeta”, mas as figuras foram certamente agregadas por outro artista para completar o espaço da pilastra do Viaduto que margeia o cais do porto do Rio de Janeiro.

  

O nome dele era José Datrino, nascido em Cafelândia, interior de São Paulo e viveu no Rio como puxador de carreta de carreta. Teria ouvido uma faísca  que mudou seu pensamento e comportamento, chamando para uma vida espiritual e abandono dos bens materiais. Aí começa sua vida de dádiva e peregrinação pela rua. Recebeu atestado de sanidade mental depois de ser levado ao hospital psiquiátrico.







Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_visual/profeta_gentileza.html

terça-feira, 8 de maio de 2012

Ao menino em mim

O Menino

O menino em mim
ainda se comemora:

há um gosto de vento

nos ombros,

um cheiro de amoras

no tempo,

um engenho de sonhos

nos olhos;

uma varanda

namora o silêncio
das horas que caem.

O menino em mim

ainda cresce

e me leva embora.


 ( Wilson Pereira - MG)

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