O Banquete dos Mendigos é um álbum-duplo gravado ao vivo no dia 10 de
dezembro de 1973 no Museu de Arte Moderna do Rio Janeiro em show de
comemoração dos 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Em plena ditadura militar, estes artistas se reuniram neste Banquete dos Mendigos, idealizado e dirigido por Jards Macalé.
Foi gravado em 1973, mas o álbum só foi liberado em 1979. Em 74 ele
chegou a ser distribuído para divulgação, mas foi proibido antes de
chegar às lojas.
Os artistas que se apresentaram foram: Paulinho da Viola, Pedro dos
Santos, Jorge Mautner, Edu Lobo, Luiz Gonzaga, Johnny Alf , Raul Seixas ,
Soma, Chico Buarque e MPB4, Milton Nascimento, Gonzaguinha,
Dominguinhos, Gal Costa, Luiz Melodia, Edison Machado.
É sem dúvida um clássico da música popular não apenas no aspecto
musical, mas de como pode-se transcender para um protesto social sem
violência e brutalidade, usando apenas a inteligência e a voz.
Trata-se de um dos maiores escândalos político-comerciais de todos os tempos no Brasil. Uma companhia aérea em pleno vigor financeiro, espécie de cartão de visitas do país no exterior, proprietária de importantes aeroportos, como o de Belém e o de Salvador, fora muitos outros, e responsável direta por linhas aéreas de integração nacional, além de linhas exclusivas para a Europa, onde mantinha escritórios em prédios próprios, A PANAIR do BRASIL foi à falência por decreto da junta militar que governava o país após o golpe de 1964.
Quem lucrou com isso foi sua rival e congênere VARIG, e sobre isso o silêncio vale mais do que todas as palavras.
Meu pai era funcionário da empresa à época dos acontecimentos, e por muitos anos após ele permanecia magoado pela forma como os funcionários foram tratados, e a maneira vil com que foram liquidadas as propriedades da segunda maior empresa aérea nos meados da década de 60.
Olha aí, monsieur Binot
Aprendi tudo o que você me ensinou
Respirar bem fundo e devagar
Que a energia está no ar
Olha aí, meu professor,
Também no ar é que a gente encontra o som
E num som se pode viajar
E aproveitar tudo o que é bom
Bom é não fumar
Beber só pelo paladar
Comer de tudo que for bem natural
E só fazer muito amor
Que amor não faz mal
Então, olha aí, monsieur Binot
Melhor ainda é o barato interior
O que dá maior satisfação
É a cabeça da gente, a plenitude da mente
A claridade da razão
E o resto nunca se espera
O resto é próxima esfera
O resto é outra encarnação!!!
Homologado tombamento de centro histórico de Belém
O Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira (10) a
portaria do Ministério da Cultura que homologa o tombamento do conjunto
arquitetônico, urbanístico e paisagístico dos bairros da Cidade Velha e
Campina, no centro histórico de Belém (PA). A área tombada forma o
núcleo de povoamento inicial da cidade paraense.
Tombamento do bairro Cidade Velha em Belém foi publicado no Diário Oficial/ foto: Diário do Pará
A ocupação da região remonta à conquista da foz do Rio Amazonas, no
início do Século XVII. No apogeu do ciclo da borracha, entre 1890 e
1920, Belém foi uma das cidades mais prósperas do mundo.
A área protegida alcança três mil edificações nos bairros de Cidade
Velha e Campina. O processo de tombamento foi elaborado pelo Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao
Ministério da Cultura.
De acordo com parecer do Departamento de Patrimônio Material do Iphan,
os dois bairros, protegidos por elementos naturais como baía, igarapé e
alagadiços, constituem, ainda hoje, um dos maiores e mais íntegros
conjuntos urbanos do país, segundo informa o site da instituição.
Para o tombamento, levou-se em conta, ainda, que o conjunto formado pela
trama da cidade consolidada entre os séculos XVII e XVIII – com igrejas
e suas torres, largos e praças, coretos, mercados e feiras - em
interação com a Baía de Guajará, é suficientemente expressivo para
retratar a história urbana de Belém.
Belém, centro histórico / foto Andreas Martin/skyscrapercity.
O centro histórico é um cenário que remonta ao ano de 1616, quando os
portugueses expulsaram, em definitivo, os franceses do território
brasileiro e a cidade de Belém tornou-se o elemento de ligação entre o
Rio Amazonas e o mar, possibilitando a posse de toda a Amazônia.
Graças à posição estratégica, a capital paraense foi transformada, à
época, no maior entreposto comercial das riquezas produzidas na região.