sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Roleta Russa



Um olho mira, um olho fecha
Desejo é flecha
A mão arrisca
Um olho vê, um olho cega
A bala, a mão, a mira
A espera, o disparo...
Meu coração atira
Ao alvo errado, e acerta...
Um olho mira, um olho fecha
Desejo é flecha
A mão arrisca
Um olho vê, um olho cega
A bala, a mão, a mira
A espera, o disparo...
Meu coração atira
Ao alvo errado, e acerta...
Um olho vendo, um olho veda
Desejo é fera
A mão atiça...

Desencontro Marcado

Ela me aparecia todas as tardes
Com margaridas nas mãos
E beijos sempre prontos
Sua risada
Era a música mais maravilhosa
Que se podia ouvir
Me inebriava ao ponto do esquecimento
De mim mesmo
E como tudo que dá prazer
Vicia
Lembrei Clarice:
Quis ter o que já tinha
Mas a moça das margaridas disse
Que seus beijos não eram meus
E sim pétalas de um amor que nunca lhe veio
Atiradas ao vento
No abismo da saudade de si mesma

E.J.

Porta-recados



Se perguntar o que é o amor pra mim
Não sei responder
Não sei explicar
Mas sei que o amor nasceu dentro de mim
Me fez renascer
Me fez despertar
Me disseram uma vez
Que o danado do amor
Pode ser fatal
Dor sem ter remédio pra curar
Me disseram também
Que o amor faz bem
E que vence o mal
E até hoje ninguém conseguiu definir
O que é o amor

Quando a gente ama, brilha mais que o sol
É muita luz
É emoção
O amor
Quando a gente ama, é um clarão do luar
Que vem abençoar
O nosso amor


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Poesia Parati



- Nenhum comentário está aguardando moderação
- Não há emails não lidos na sua caixa entrada
- Usuário bloqueado pelo proprietário do perfil
-No momento o número chamado encontra-se desligado
ou fora da área de cobertura
-Voce acessou a caixa de mensagens

E.J

,

Dia Três

já não temo fantasmas
invoco a todos
que venham em bando
povoar meus dias
atormentar minhas noites
entre tantos
loucos e livres
existe um
que é doce
e que me falta

(Alice Ruiz)

Dia Dois



Por mais um dia me venci
Nesta guerra louca que travo
Comigo só
A certeza
Da solidão dos que se vencem.
Um a um meus demônios vão tombando
Ao meu lado.
Tenho medo de ter medo
De descobrir
Que eles eram minhas únicas companhias.

                                                                                                    E.J  26-01-2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Livro de Rosto

Há lugares em que tú não podes ir.
Eu te proibo!
A verdade lá é tão intensa que pode cegar aos que foram habituados à pouca luz.
Como tú.
E o que farias lá, além de ver
A real dimensão de ti mesmo?
No máximo encontrarias um outro pedaço de mim,
Entre as flores que eu curto
E as vozes 
Antes anônimas e sem importância
Seriam ouvidas por ti no que delas ecoo.
Assim, além de não achares mais
Me perderias
Em meio aos teus próprios gritos de dor.
Porque para ti deixei
Apenas os espinhos.


E.J. - 25-01-2012




LUGAR SECRETO


Eu tenho um jardim secreto
cheio de rosas selvagens,
magnólias e lírios que
inebriam o ar com o perfume.

Naquele jardim as lembranças
dançam ao vento, vestidas
de véus etéreos,
e eu, num balanço tento
alcançar as recordações,
jogando na água purificadora
as que me machucaram.

E você, venha comigo
se assim o desejar e se amar,
leva-lo-ei lá longe, onde os campos
tocam o céu, onde o meu amor
vai deixá-lo tremulo,
onde o seu corpo ficará
extasiado por cascatas
de pétalas de flores.

E então você poderá repousar
no meu jardim secreto, onde
somente você pode se perder...

Lully