sexta-feira, 16 de março de 2012
25 séculos de Sun Tsu
Esta estratégia ideal pela qual se pode vencer sem lutar, realizar o máximo fazendo o mínimo, comporta a marca característica do Taoísmo, a antiga tradição de conhecimento que deu, na China, suporte tanto às artes terapêuticas como às artes marciais. O Tao-Te King, ou O Livro do Caminho Perfeito, estende à sociedade a mesma estratégia que Sun Tzu atribui aos guerreiros dos tempos primevos: Planeja o difícil enquanto ainda é fácil, faz o que é grande enquanto ainda é pequeno. As coisas mais difíceis devem ser feitas enquanto ainda são fáceis, as maiores, enquanto ainda são pequenas. Por isso, o sábio nunca faz o que é grande, e é por este motivo que sempre alcança a grandeza.
Escrita há mais de dois mil anos, durante um longo período de convulsões sociais, A Arte da Guerra brotou das mesmas condições sociais que deram origem a alguns dos clássicos mais importantes do humanismo chinês, incluindo-se o Tão Te King. Tratando a questão do conflito através de um modo mais racional que emocional, Sun Tzu mostrou que a compreensão do conflito pode levar tanto à sua solução como à decisão de evitá-lo completamente.
Ao longo dos séculos, muitos estudiosos se deram conta da importância do pensamento taoísta em A Arte da Guerra: tanto as obras filosóficas como as políticas do cânon taoísta atestam seu reconhecimento pelo clássico da estratégia. O nível de reconhecimento representado pelos pontos culminantes de A Arte da Guerra — o nível da invencibilidade e o da doutrina do não-conflito — é uma expressão do que o saber taoísta chama de "conhecimento profundo e ação resoluta".
Leia o livro na íntegra aqui:
http://casesdesucesso.files.wordpress.com/2008/03/suntzu.pdf
Leia o livro na íntegra aqui:
http://casesdesucesso.files.wordpress.com/2008/03/suntzu.pdf
quinta-feira, 15 de março de 2012
Gago Coutinho & Sacadura Cabral
A épica viagem iniciou-se em Lisboa, às 16:30h de 30 de março de 1922, empregando um hidroavião monomotor Fairey F III-D MkII, especialmente concebido para a viagem, equipado com motor Rolls-Royce e batizado Lusitânia. Sacadura Cabral exercia as funções de piloto e Gago Coutinho as de navegador. Este último havia criado, e empregaria durante a viagem, um horizonte artificial adaptado a um sextante, a fim de medir a altura dos astros, invenção que revolucionou a navegação aérea à época.
A primeira etapa da viagem foi concluída, no mesmo dia, sem incidentes em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, embora tenha sido notado, por ambos, um excessivo consumo de combustível.
No dia 5 de abril, partiram rumo à Ilha de São Vicente, no Arquipélago de Cabo Verde, cobrindo 850 milhas. Lá se demoraram até 17 de abril para reparos no hidroavião - que fazia água nos flutuadores -, tendo partido das águas do porto da Praia, na Ilha de Santiago, rumo ao Arquipélago de São Pedro e São Paulo, em águas brasileiras, onde amararam, sem o auxílio do vento, no dia 18. O mar revolto naquele ponto, entretanto, causou danos ao Lusitânia, que perdeu um dos flutuadores. Os aeronautas foram recolhidos por um Cruzador da Marinha Portuguesa, que os conduziu a Fernando de Noronha. Apesar de exaustos pelo voo de 1.700 quilômetros e pelo pouso acidentado, comemoraram o achamento, com precisão, daqueles rochedos em pleno Atlântico Sul, apenas com o recurso do método de navegação astronômica criado por Gago Coutinho.
Com a opinião pública portuguesa e brasileira envolvida no feito, o Governo Português enviou outro hidroavião Fairey, batizado como Pátria, a partir de Fernando de Noronha, pelo navio brasileiro Bagé, que chegou no dia 6 de maio. Tendo o hidroavião sido desembarcado, montado e revisado, a 11 de maio decolaram de Noronha. Entretanto, nova fatalidade acometeu os aeronautas, quando, tendo retornado e sobrevoando o arquipélago de São Pedro e São Paulo para reiniciar o trecho interrompido, uma pane no motor obrigou-os a amarar de emergência, tendo permanecido nove horas como náufragos, até serem resgatados por um cargueiro inglês - o Paris City, em trânsito na região.
Reconduzidos a Fernando de Noronha, aguardaram até 5 de junho, quando lhes foi enviado um novo Fairey F III-D (o n.° 17), batizado pela esposa do então Presidente do Brasil, Epitácio Pessoa (1919-1922), como Santa Cruz. Transportado de Portugal pelo navio Carvalho Araújo foi posto na água do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, tendo levantado voo rumo a Recife, fazendo escalas em Salvador, Porto Seguro, Vitória e dali para o Rio de Janeiro, então Capital Federal, onde, a 15 de junho de 1922 pousou em frente à Ilha das Enxadas, nas águas da baía de Guanabara.
Aclamados entusiasticamente como heróis em todas as cidades brasileiras onde amerisaram, os aeronautas haviam concluído com êxito não apenas a primeira travessia do Atlântico Sul, mas pela primeira vez na História da Aviação, tinha-se viajado sobre o Oceano Atlântico apenas com o auxílio da navegação astronômica a partir do aeroplano.
Embora a viagem tenha consumido setenta e nove dias dias, o tempo de voo foi de apenas sessenta e duas horas e vinte e seis minutos, tendo percorrido um total de 8.383 quilômetros. A viagem serviu de inspiração para os raides posteriores de Sarmento de Beires, João Ribeiro de Barros e de Charles Lindbergh, todas em 1927.
quarta-feira, 14 de março de 2012
As mulheres nas urnas
Aos noventa anos, a brasileira Rita Ribera entrou para a história como a primeira mulher da América do Sul a exercer o direito ao voto. Mas foi em um plebiscito, em julho de 1927, no Uruguai – primeiro país latino-americano a aprovar o voto feminino.
A Constituição de 1917 outorgou às mulheres uruguaias o direito ao sufrágio - mesmo ano em que as mulheres canadenses começaram a votar e três anos antes que as estadunidenses. O voto feminino no Uruguai só foi regulamentado em 1932, e as mulheres votaram na primeira eleição nacional em 1938. Mas, antes disso, o governo tinha convocado um plebiscito na localidade de Cerro Chato, que permitia a participação de "qualquer pessoa”. Rita Ribera, imigrante brasileira, e outras mulheres aproveitaram a oportunidade para fazer valer seus direitos.
Comparada a países vizinhos, a Argentina chegou tarde. O voto feminino, reivindicado desde 1919, só foi aprovado em 1947 – depois do Equador (1929), do Brasil (1932), do Chile (1934), da Bolívia (1938) e da Venezuela (1946).
Segundo Marco Terencio Varão, citado por Agostinho de Hipona, as mulheres da Ática tinham o direito ao voto na época do rei Cécrope I. Quando este rei fundou uma cidade, nela brotaram uma oliveira e uma fonte de água. O rei perguntou ao oráculo de Delfos o que isso queria dizer, e resposta é que a oliveira significava Minerva e a fonte de água Netuno, e que os cidadãos deveriam escolher entre os dois qual seria o nome da cidade. Todos os cidadãos foram convocados a votar, homens e mulheres; os homens votaram em Netuno, as mulheres em Minerva, e Minerva (em grego, Atena) venceu por um voto. Netuno ficou irritado, e atacou a cidade com as ondas. Para apaziguar o deus (que Agostinho chama de demônio), as mulheres de Atenas aceitaram três castigos: que elas perderiam o direito ao voto, que nenhum filho teria o nome da mãe e que ninguém as chamaria de atenienses.
Carlota Pereira de Queiroz (São Paulo, 13 de fevereiro de 1892 — São Paulo, 14 de abril de 1982) foi uma médica, escritora, pedagoga e política brasileira. Foi a primeira mulher brasileira a votar e ser eleita deputada federal. Ela participou dos trabalhos na Assembléia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935.
Quando o Homem tocou o céu
O Everest é a montanha mais alta da Terra com 8848 metros de altura - o equivalente à altitude de cruzeiro de um boeing. O cume, localizado na cordilheira do Himalaia, possui 60 milhões de anos e foi identificado como teto do mundo pelo procurador-geral da Coroa Britânica na Índia Sir George Everest em 1856. Criou-se então a aura de mistério em torno da montanha. Enquanto os nativos da região a encaravam como um lugar sagrado e, portanto, evitavam se aventurar em suas encostas, os ocidentais o olhavam como mais um ponto a ser conquistado. O primeiro homem a explorar o monte, cujo nome nativo é Sagarmatha (a deusa mãe da Terra), foi John Noel. No iníco da década de 20, ele fotografou o Himalaia com predileção por imagens do Everest.

Em 1921, um diplomata britânico conseguiu persuadiu o 13º Dalai Lama a permitir uma primeira expedição de reconhecimento do Everest. A equipa estava mal preparada, pois só havia treinado em montanhas européias com no máximo metade do tamanho de Sagarmatha. Dos nove alpinistas apenas seis chegaram à base da montanha.
Entre eles estava George Mallory, o homem que pode ter sido o primeiro a chegar ao topo do Everest. Fascinado pelo desafio de chegar ao teto do mundo, Mallory não desistiu e tentou chegar ao topo da montanha por mais três vezes. Ele acabou morrendo em sua última escalada, em 1924.
O corpo de Mallory permaneceu desaparecido até 2000, quando o alpinista Conrad Anker o encontrou a 240 metros de distância do topo. Ninguém sabe se ele morreu quando descia ou quando subia. Se a primeira hipótese for verdadeira a conquista do Everest pode ter acontecido 29 anos antes do que se pensava.
Mas sem provas não há façanha e a conquista do Everest só foi reconhecida no dia 29 de maio de 1953, quando o neozelandês Edmund Hillary e o sherpa nepalês Tenzing Norgay fizeram o topo. Desde esta data, cerca de 1,2 mil pessoas realizaram o feito e 175 morreram tentando atingir o pico do Everest.
Mas sem provas não há façanha e a conquista do Everest só foi reconhecida no dia 29 de maio de 1953, quando o neozelandês Edmund Hillary e o sherpa nepalês Tenzing Norgay fizeram o topo. Desde esta data, cerca de 1,2 mil pessoas realizaram o feito e 175 morreram tentando atingir o pico do Everest.
“Sir Ed gostava de se descrever como um neozelandês médio com abilidades modestas. Na verdade, ele era um colosso”, disse a primeira-ministra do país, Helen Clark, ao anunciar a morte de Hillary. “Ele era uma figura heróica que não apenas ‘derrubou’ o Everest, mas viveu uma vida de determinação, humildade e generosidade.”
Humilde, Hillary devotou sua vida a ajudar a população que vive nas montanhas do Nepal, e ignorava em grande medida sua fama, pedindo para ser chamado de Ed.
Humilde, Hillary devotou sua vida a ajudar a população que vive nas montanhas do Nepal, e ignorava em grande medida sua fama, pedindo para ser chamado de Ed.
Encontro
Hoje sou vontade
Quero saciar essa minha sede de loucura
Quero saciar essa minha sede de loucura
Quero olhares proibidos
Encontros desmedidos
Sem preceitos e sem pudor Beijos insanos e toques profanos
Quero o que a vida tem de nu e cru
Encontros desmedidos
Sem preceitos e sem pudor Beijos insanos e toques profanos
Quero o que a vida tem de nu e cru
Minha alma é ardente e só se abranda ,
quando saciada a minha sede.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Um Novo Jardim
MANEIRA DE AMAR
O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mando-o embora,depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. "VOCÊ O TRATAVA MAL, AGORA ESTÁ ARREPENDIDO?" "NÃO, RESPONDEU, ESTOU TRISTE PORQUE AGORA NÃO POSSO TRATÁ-LO MAL. É A MINHA MANEIRA DE AMAR, ELE SABIA DISSO, E GOSTAVA".
(Drummond)
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