Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Chaturanga
Jogo, Arte ou Filosofia? O Xadrez é um jogo muito antigo, e não existem
relatos históricos sobre sua origem, podemos então determinar
a época e o local onde este jogo surgiu apenas indiretamente. Existem
evidências de que o xadrez foi primeiramente inventado na China em 204-203
a.C. por Han Xin, um líder militar, para dar às suas tropas
algo para fazer durante um acampamento de inverno.
O próprio Rei Arthur é cogitado como um dos possíveis
inventores do jogo.
E até mesmo a teoria de que foram os gregos no cerco à Tróia
que o inventaram, possui defensores. A origem na Índia é a mais
aceita, com o nome de chaturanga, sem data determinada, sabendo-se apenas
que foi há muito tempo antes de Cristo.
O chaturanga era jogado por 4 adversários, cada um com 8 peças:
um rajá, um elefante, um cavalo, um navio e quatro infantes. Eles se
correspondem atualmente ao rei, bispo, cavalo, torre e peões, respectivamente.
A partida era jogada com dados e as peças valiam pontos quando capturadas:
5,4,3,2,1, na ordem acima citada. Depois os dados foram tirados, diminuiu-se
a quantidade de jogadores para 2, que se posicionaram um defronte ao outro
e as peças unificadas em cada jogador.
A palavra xadrez, em português, veio de variantes axadrez, enxadrez,
acendreche, que originaram-se do sânscrito: chaturanga, no século
XVI. As palavras ajedrez (espanhol), shatranj (árabe), chatrang (persa
antigo), também tiveram sua origem deste mesmo termo sânscrito.
A palavra italiana scacchi, a francesa échecs, e a inglesa chess, vêm
da palavra árabe-persa shah (rei), que forma a expressão "shah
mat" (o rei está morto, ou como conhecemos hoje xeque-mate). Em
alemão Schachspiel (jogo de xadrez), tendo Schach vindo da mesma origem
que do italiano, francês e inglês.
O jogo expandiu-se para a China, Coréia, Japão e Russia, atingindo
depois a Escandinávia, a Alemanha e a Escócia. O jogo é
mencionado na literatura chinesa escrita por volta do ano 800. Só que
a forma moderna que conhecemos hoje do chaturanga (xadrez) veio por outro
intinerário. Segundo o poeta persa Firdusi, o jogo teria penetrado
na Pérsia (hoje Irã) por volta do ano 531 a 579 a.C..
Da Pérsia para o mundo islâmico provavelmente entre 650 e 750,
tendo seu nome alterado para chatrang e depois para shatranj, pelos árabes,
que tomaram dos persas, aproximadamente no ano 950 da era Cristã. Espalhando-se
rápido pela Ásia e chegando à Europa durante as Cruzadas,
cerca do séc. X e XI (Espanha, Itália, França, Escandinávia,
Inglaterra). Nos séculos XV e XVI foram fixadas as regras atuais do
jogo.
A forma atual do xadrez internacional - também conhecida como xadrez
ocidental ou xadrez ortodoxo, para distingui-lo do xiangqi (xadrez chinês),
shogi (xadrez japonês) e outros jogos relacionados - permaneceu completamente
inalterada nos últimos 400 anos. Jogos semelhantes ao xadrez existem
a milhares de anos e estão representados inclusive em antigas tumbas
egípcias. Mas até hoje não foi possível estabelecer
uma ligação entre essas semelhanças e o jogo como o conhecemos.
Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/xadrez/historia-do-xadrez-2.php
Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/xadrez/historia-do-xadrez-2.php
Primeiro Passo
Sempre que pensamos em mudar queremos tudo o mais rápido possível. Não tenha pressa pois as pequenas mudanças são as que mais importam. Por isso, não tenha medo de mudar lentamente, tenha medo de ficar parado.
(Provérbio Chinês)
terça-feira, 1 de maio de 2012
Palavras
Quando estou muito triste eu escrevo. Raras vezes consegui arrancar palavras da alegria. Talvez porque a alegria é um sentimento até meio egoísta, que se desfruta sozinho, que se deseja e que nem sempre se deva mostrar. Tristeza não, porque a dor é como uma explosão silenciosa que precisa de espaço para então se dissipar; e precisa do grito para ter materialidade.
Quando escrevo, eu grito com as mãos.
E.J.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
O que temos para amanhã
Quando eu olhar a noite enorme do equador
pensarei se tudo isso foi um encontro
ou uma despedida,
e que uma palavra ou gesto
seu ou meu,
seria o suficiente para modificar nossos roteiros.
Mas não seria natural
natural é as pessoas se encontrarem
e se perderem
Natural é encontrar
Natural é perder
Linhas paralelas se encontram no infinito
O infinito não acaba
o infinito é nunca...ou sempre.
(CFA)
domingo, 29 de abril de 2012
Plágio
Exatamente assim. Pesada, sufocada. Ando com uma vontade tão grande de
receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções.
Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros ... quero parar de me doar e começar a receber.
Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre virgulas, aspas, reticências... eu vou gostando... eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou... e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos... e vou... dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar.
Caio Fernando Abreu
Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros ... quero parar de me doar e começar a receber.
Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre virgulas, aspas, reticências... eu vou gostando... eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou... e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos... e vou... dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar.
Caio Fernando Abreu
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